Arídio Cabral Advogados Associados

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Segurança Púbica - Desafio do Estado Democrático

O CONFRONTO

A todo instante, constatamos que os grupos dirigentes somente tratam do tema “SEGURANÇA PÚBLICA” colocando o “CONFRONTO” como única medida capaz de resolver a grave crise que suportamos com a violência crescendo de forma assustadora.
Na teoria do confronto, os nossos mentores colocam no debate a qualidade do armamento, estudos sobre locais dos eventos, horários para os combates, e tudo que for necessário para participar da GUERRILHA URBANA. Todavia, relegam ao plano inferior o ATOR PRINCIPAL e único, ou seja, o “POLICIAL CIVIL E MILITAR”.
LAMENTÁVEL
No momento está surgindo o “ATIRADOR DE ELITE”, com ordens para atirar em quem estiver portando um “FUZIL”, embora este não tenha sido o aprendizado que recebeu em sua origem.
Em verdade, está sendo criada uma grande dificuldade para colocar em prática esta nova teoria, simplesmente porque desconhecemos na formação do Policial Civil ou Militar algum estágio destinado a formação do “MATADOR PROFISSIONAL”
Ademais, é lamentável que os nossos dirigentes tentem enfatizar a figura do ATIRADOR DE ELITE ao invés de criar condições para que tenhamos POLICIAIS DE ELITE.
Efetivamente, necessário se torna colocar no debate a figura do Policial, ator principal e fundamental para o exercício do combate a criminalidade.
Para estes protagonistas, precisamos inicialmente dedicar nosso respeito para que sejamos respeitados, afinal, eles estão dedicando-se a combater o ofensor em nossa defesa.
Outro fator essencial para termos o “policial de elite”, é sua sobrevivência como pessoa física, recebendo salários dignos, o que no momento é algo indecente, porque qualquer “ASPONE” de político, para nada fazer, recebe vencimentos maiores do que os policiais que diariamente colocam suas vidas em risco.
Aliás, os bons salários contribuem para que tenhamos bons colaboradores que se preocupam em não perdê-los, o que vincula ainda mais o homem a empresa.
Além dos miseráveis salários pagos aos policiais, estes sequer podem concorrer a programas habitacionais decentes, porque os que existem passaram ao domínio da MILÍCIA ou do TRÁFICO.
Assistência médica é outro drama para os policiais, simplesmente porque em nosso Estado inexiste, pois, o único oferecido para os policiais militares, dificulta simples cirurgia de catarata e não atende a casos mais complexos, embora pagos pelos associados e, quanto ao policial civil, nada existe.
Sem salário, moradia decente, e assistência à saúde, resta-nos registrar a falta de escolas para seus filhos, e, com isso, evitar que sofram discriminações.
Senhor Governador, V.Exa. defendeu o combate à criminalidade em sua vitoriosa campanha política, recebendo o apoio da maioria não comprometida com o sistema podre que nos domina, portanto, acelere o combate a criminalidade.
Para tal, V.Exa. antes de autorizar o “tiro”, lembre da figura do “atirador”.
Adite-se que, além dos dramas pessoais impostos aos policiais, a execução de seus trabalhos está praticamente inviável pela precariedade material das instalações utilizadas.
Vergonhosamente, o nosso Estado não tem o mínimo respeito às POLICIAIS MULHERES.
Temos conhecimento que em UPP’s policiais, mulheres são obrigadas a utilizarem locais inapropriados para atender as necessidades fisiológicas, além de dormirem em pequenos colchonetes, no chão e em grupo.
As policiais Civis, da mesma forma, pois nas Delegacias de Policia, falta tudo, até papel higiênico.
Diariamente os jornais publicam o estado lastimável em que se encontram os estabelecimentos policiais.
As viaturas policiais são verdadeiros desastres, pois falta velocidade para perseguirem os foras da lei e os veículos de estrutura frágil DESMANCHAM SEM BATER, levando sério risco a integridade física e saúde dos policiais.
SENHOR GOVERNADOR, vamos defender os inocentes que são atingidos por “bala perdida”, para tal, estamos à disposição de todos, autoridades ou não, sem interesse de qualquer natureza, salvo o bem estar comum, para juntos encontrar-mos o caminho desejado da paz coletiva.
Afinal, todos somos responsáveis pela segurança coletiva e devemos contribuir para o debate e evitar que fiquemos reféns dos princípios políticos/ideológicos dos nossos dirigentes.
Aguardando as manifestações, subscrevo-me.
Aridio Cabral de Oliveira.
 

 

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